A Cidade Proibida

A Cidade Proibida

Quando ouvimos falar em Cidade Proibida, logo vem em nossa mente o filme “O Último Imperador – 1987”, um filme biográfico sobre o imperador Puyi, foi o primeiro filme autorizado pelo governo da República Popular da China a ser filmado na Cidade Proibida.

Cidade Proibida fica localizada no centro da antiga cidade de Pequim.

Durante quase cinco séculos serviu como residência do Imperador e do seu pessoal doméstico, sendo atualmente o centro cerimonial político do governo chinês.

O título de Cidade Proibida surgiu pelo fato de somente o imperador, sua família e empregados especiais terem permissão para entrar no conjunto de prédios do palácio. Trata-se de uma cidade dentro de outra cidade.

É o maior palácio do planeta.

 

Durante séculos, apenas a família do imperador, além dos oficiais e empregados mais graduados tinham permissão de entrar no local. Qualquer outra pessoa que ousasse atravessar seus portões sem a devida autorização, era sujeita a uma execução sumária e dolorosa.

Construído entre 1406 e 1420, o complexo consiste em 980 edifícios e cobre 720.000 metros quadrados.

A Cidade Proibida foi declarada Patrimônio Mundial da humanidade em 1987.

No século XX, a Cidade Proibida sofreu uma transformação extraordinária.

O século começou com o fim de uma dinastia e a expulsão do último imperador, Puyi.

O palácio foi aberto como museu em 1925, mas sofreu com a ofensiva japonesa em 1931, quando cerca de 19 mil caixas contendo artefatos foram retiradas da Cidade Proibida. Os objetos voltaram a Pequim após a Segunda Guerra Mundial.

Depois de ser o lar de vinte e quatro Imperadores, catorze da Dinastia Ming e dez da Dinastia Qing, a Cidade Proibida deixou de ser o centro político da China em 1912, com a abdicação de Puyi, o último Imperador da China.

No entanto, segundo um acordo assinado entre a Casa Imperial Qing e o novo governo da República da China, foi permitido/ordenado a Puyi, viver no interior das paredes da Cidade Proibida.

Em 1924, Feng Yuxiang tomou o controle de Pequim num golpe, não respeitando o acordo prévio com a Casa Imperial de Qing, Feng expulsou Puyi do palácio.

Dizem que o último Imperador terminou seus dias como jardineiro.

Em 1949, a República Popular da China foi proclamada na Praça da Paz Celestial, diretamente em frente da Cidade Proibida. Durante as duas décadas seguintes foram feitas várias propostas de arrasar ou reconstruir a Cidade Proibida para criar um parque público, ou um “lugar de entretenimento”.

A Cidade Proibida sofreu alguns danos durante este período.

Os danos atingiram o seu auge durante a Revolução Cultural.

Em 1966, a Galeria do Culto aos Ancestrais teve alguns artefatos destruídos para permitir uma exibição de esculturas revolucionárias em terracota.

No entanto, uma futura destruição foi prevenida quando o primeiro-ministro, Zhou Enlai, interveio enviando um batalhão do exército para guardar a cidade. Estas tropas também preveniram o saque por parte dos Guardas Vermelhos, que tinham como objetivo demolir as “Quatro Velharias” (Velhos Costumes, Velha Cultura, Velhos Hábitos e Velhas Ideias).

Entre 1966 e 1971, todos os portões da Cidade Proibida foram selados, salvando-a de mais destruição.

A Cidade Proibida mantém importância no esquema cívico de Pequim. O eixo central Norte-Sul permanece como o eixo central da capital chinesa.

Este eixo estende-se para Sul através do Portão Tiananmen até à Praça da Paz Celestial, o centro cerimonial da República Popular da China.

 

A famosa Praça da Paz Celestial, palco dos protestos estudantis de 1989.

“Lembram-se daquela imagem do estudante colocando-se à frente de um canhão”.

É toda de concreto e sua arquitetura tem mais de Mao Tse Tung do que da China Imperial. No centro da praça há o Mausoléu de Mao e, ao redor, várias construções da era comunista, como a sede do Congresso do Povo e o Museu Nacional.

A Cidade Proibida está rodeada por uma muralha com 7,9 metros de altura e por um fosso com seis metros de profundidade e 52 metros de largura.

Simbolismo

O desenho da Cidade Proibida, do seu esboço geral ao menor detalhe, foi meticulosamente planejado para refletir os princípios filosóficos e religiosos, e todos os simbolismos estão ligados à majestade do poder Imperial.

Entre os mais notáveis exemplos simbólicos incluem-se:

  • O Amarelo, como a cor do Imperador. Desta forma, quase todos os telhados da Cidade Proibida ostentam telhas amarelas vidradas.
  • Existem apenas duas exceções. A biblioteca no Pavilhão da Profundidade Literária tem telhas pretas porque o preto está associado com a água e, desta forma, com a prevenção de incêndios. Similarmente, as residências do Príncipe Imperial possuem telhas verdes porque o verde está associado com a madeira e, desta forma, com o crescimento.
  • Leão Chinês que guarda a entrada de um dos salões da Cidade Proibida. Sempre estão em pares onde a fêmea, tem um filhote sob a pata e o macho tem uma bola.
  • Fênix e Dragão: Yin e Yang.
  • Tartaruga: longevidade.

Dicas

  • Vá com bastante disposição para andar.
  • Não entre pelo portão abaixo da Foto de Mao, tem muita gente e sim pelo jardim a esquerda, você paga um valor simbólico para entrar pelo jardim, mas é bem tranquilo.
  • Sapatos Confortáveis.
  • Leve Água.
  • Reserve pelo menos 3 horas para conhecer uma boa parte do complexo.
  • É impossível conhecer tudo, são mais de 9.000 quartos e salas.
  • No Verão é muito quente, então visitas no meio da tarde são mais agradáveis.

Hoje dia 16 de Junho é meu niver, então ” Shēngri kuài lè !! “

Zài Jiàn até o próximo lugar !!

 

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Um comentário em “A Cidade Proibida

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