Siem Reap – Camboja Parte II – Você sabe o que são Lingas?

Continuando sobre O que fazer em Siem Reap….

  • Kulen Mountain – As 1.000 Lingas e Waterfall:

É uma montanha considerada sagrada pelos Budistas e pelos Hinduístas, está a 50 km de Siem Reap.

No alto da montanha há um imenso Buda reclinado esculpido. Para que você consiga chegar bem perto foi construída uma estrutura de escadas e plataformas cobertas, é necessário tirar os sapatos para subir até o Buda.

A pobreza do local é grande, muitas crianças e deficientes pedem dinheiro.

Além do Buda, nessa montanha encontra-se o Rio com as 1.000 Lingas esculpidas, pois é você sabe o que são Lingas?

O mais engraçado foi o rapaz do hotel tentando me explicar!!!! Só entendi quando pesquisei no google.

Lingam ou linga é uma representação da divindade hindu Xiva e é usado para orações em templos hindus. Na sociedade tradicionalista indiana, o lingam é visto como símbolo da energia e potencial de Deus ou do próprio Xiva.

Acho que a foto abaixo vai explicar melhor !!!

Ou seja, Linga é o “órgão sexual” de Xiva, que representa energia, fertilidade, potência.

Isso só Freud explica!!!

A Cachoeira é linda e dá para tirar fotos maravilhosas além de um mergulho delicioso, porém fomos num domingo e não sei se foi por isso, mas quando chegamos parecia o piscinão de Ramos em pleno feriado. É gente para todo o lado, muita pobreza, sujeira, péssima estrutura e o povo todo de roupa nadando na cachoeira. Mesmo assim olha as fotos que consegui.

 

  • Comer no Camboja:

Tailândia, Vietnã, Camboja… são países que possuem uma culinária bem parecida e muita boa. Em geral há uma mistura de peixes, coco, pimenta e condimentos bem diferentes dos nossos, mas muito gostoso.

Há uma fartura de restaurantes, indico o Malis, o Haven e o Viva.

O principal prato da culinária Cambojana é o Amok que eu achei que era um peixe, depois pensei que fosse um tipo de preparo e por fim descobri que é uma especiaria utilizada no preparo dos pratos.

Ele pode ser preparado com peixe, frango ou tofu, ao molho de tamarindo, servido em uma folha de Noni (tipo folha de bananeira) com curry, coco, amok e arroz.

  • Pub Street:

À noite em Siem Reap é bem agitada e o Pub Street é o centro desse agito, os principais restaurantes estão ali perto, assim como uma variedade de lojas de souvenires, artesanato local e as casas de massagem.

  • Show no Restaurante Koulen:

A atração é um buffet muito bem servido, com pratos que incluem comidas ocidental, chinesa e khmer, é a chance de experimentar a culinária cambojana, assistindo um show de dança khmer, por U$ 15 por pessoa.

As sobremesas incluem gelatina de alga agar agar, sagu com leite de coco e jaca e outros doces exóticos, não faz muito o meu gosto!!!

Porém a partir da terceira dança você com certeza não estará mais prestando atenção.

Para mim três dias em Siem Reap foram suficientes para conhecer o lugar e a cultura.

Vale a pena principalmente se você estiver fazendo um tour pela região Tailândia, Vietnã….

Para crianças pequenas, não recomendo, pois os passeios em geral levam longas caminhadas, muitas escadas e pouca infraestrutura.

O país está crescendo e a gente observa várias obras acontecendo, principalmente no que se refere ao turismo, como restaurantes, hotéis, shoppings e restauro dos templos. Isso graças aos investimentos da China, tanto pelo governo, como pela grande quantidade de turistas chineses.

É isso aí. Até o próximo país aqui na Ásia.

 

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Siem Reap – Camboja – Parte I

Meu filho Bruno veio passar as férias de Julho aqui, decidimos visitar o Camboja e conhecer esse país tão distante para nós brasileiros.

Dentre os países da Antiga Cochinchina https://xinachina.com.br/2018/03/01/eu-fui-parar-na-cochinchina/, achei o Camboja o mais pobre (não conheço Laos ainda), porém esse país já viveu seu tempo glorioso, quando Angkor foi a capital do império Khmer entre o século IX até o século XV.

Brasileiros e a maior parte das nacionalidades do mundo precisam de visto para o Camboja para fazer turismo no país, mas é bem fácil e é só acessar o site:  https://evisa.gov.kh , preencher os dados, pagar o valor de U$ 36 pelo cartão de crédito e em dois dias você receberá o visto por e-mail.

Em geral a permissão é de 90 dias para a permanência.

Pode fazer o visto também na chegada, no próprio aeroporto, mas se dá para já ter em mãos é menos trabalho e menos fila.

O dólar é aceito em todos os lugares e assim você não precisa trocar pela moeda local que é bastante desvalorizada.

Ficamos hospedados em um hotel próximo ao Pub Street, o Centro Comercial de lá, Prince D`Angkor Hotel e Spa, o café da manhã e piscina são excelentes, ótimo custo benefício, mas percebi que em qualquer lugar que você se hospede a circulação em Siem Reap é bem fácil, pois tem tuc tuc em todos os lugares e além do preço não ser alto é bem divertido.

O que fazer em Siem Reap:

  • Visita aos templos – IMPERDÍVEL:

Em uma área verde de 400 km2, estão distribuído numerosos templos, não dá para visitá-los a pé, as opções são contratar um tour, um carro, tuc tuc ou bike.

A distância entre Siem Reap até Angkor é de aproximadamente 40 min.

É imperdível e você pode reservar de 1 a 2 dias para fazer esse passeio, vai depender da sua disposição, pois são muitos templos para conhecer. Basicamente existem dois tipos de tour, um que te leva para os templos principais e mais próximos, total de seis pontos e outro que abrange nove templos. Nós optamos pela 1ª opção e foi suficiente.

Angkor Wat – É o maior monumento religioso do mundo, é o único templo do país virado para o poente, simbolizando a morte. Você pode acordar às 4 da manhã para assistir o nascer do sol logo atrás das cinco magníficas torres. É o templo mais instigante de todos, logo no primeiro corredor um painel de uns 600 metros mostra lado a lado figuras em baixo-relevo de deuses, monarcas e guerras.

Vá com os braços cobertos e roupas abaixo do joelho, aqui, diferentemente dos templos na Tailândia, não adianta por uma canga ao redor da cintura, tem que ser roupa mesmo, um segurança na fila, diz se você pode ou não entrar no templo. Isso vale para homens e mulheres.

Angkor Thom – Mostra toda a extravagância do rei Jayavarman VII que governou de 1181 a 1219. Para sua honra foi construída a cidade murada de Angkor Thom, que foi sede do seu império. Os portais de entrada são magníficos, assim como a fileira de guardiões que te recepcionam na entrada, de um lado guardiões serenos que representam o paraíso, do outro, feições não muito amigáveis, representando o inferno.

Bayon – É outro templo onde o rei mostra sua megalomania e seu super ego. Em cada uma das 54 torres do templo estão esculpidos os quatro lados o rosto monumental do rei. Logo são 216 rostos que vigiam os visitantes. Metade com os olhos abertos, significando o rei e metade com os olhos fechados, significando Buda, ou um Rei-Buda.

Ta Phrohm – É o mais fascinante de todos, pois a natureza deu sua mãozinha. Um antigo mosteiro engolido por raízes de figueiras. Retirar uma raiz ou uma pedra poderia desmoronar o templo, por isso foi deixado dessa forma. Tem um clima surreal e foi esse o cenário do filme Tomb Raider de 2001 com a Angelina Jolie.

Banteady Kdei – É um templo Budista que significa a Cidade das Cavernas.

Ta Keo – É um templo inicialmente hinduísta, depois mudado para Budista. A diferença dos demais é o tipo de construção, lembra as pirâmides Maias, uma obra toda simétrica.

No próximo post, continuo falando sobre outros pontos turísticos, a comida e o que achei de Siem Reap.

Beijos e até a próxima semana.

Ho Chi Minh antiga Saigon no Vietnam

Durante o Ano Novo Chinês, um feriadão de 07 dias aqui na China, eu e o Paulo decidimos conhecer o Vietnam e escolhemos Ho Chi Minh para visitar.

A capital do Vietnam é Hanói e fica bem no Norte do país, bem próximo da China; já a cidade de Ho Chi Minh, antiga Saigon é a maior metrópole e centro financeiro do Vietnam e fica no Sul.

CIDADE DE HO CHI MINH

O nome Saigon, batizado pelos ocidentais foi trocado em homenagem ao líder comunista Ho Chi Minh, morto durante a Guerra do Vietnam, após a derrota das tropas dos EUA e reunificação do país.

É possível observar o desenvolvimento da cidade com os arranha-céus, shoppings e lojas.

O fluxo de motos é tão impressionante que virou atração turística. Para conseguir atravessar as ruas, você ergue a mão e vai; as motos e carros são quem desviam de você, não hesite nem volte para trás.

A cidade é dividida em 24 distritos e o Distrito 1 é o mais procurado pelos turistas, onde estão as principais redes hoteleiras, restaurantes e lojas.

As principais atrações da Cidade e arredores:

Ben Thanh Market:

É um tipo de Mercado Municipal, lá você encontrará os mais diversos produtos: itens de artesanato e souvenir, decoração, além de muitos produtos de alimentação, flores e comida vietnamita.

Palácio da Reunificação:

Também conhecido como Palácio da Independência, é um prédio de cinco andares, que após vários danos com a Guerra do Vietnam, foi reconstruído pelo arquiteto vietnamita Ngo Viet Thu.

Na época da guerra o Palácio era o Centro de Comando dos Estados Unidos.

A “Queda de Saigon” na manhã de 30 de Abril de 1975, com a entrada do tanque vietnamita da Força de Libertação, através dos portões do palácio da cidade, serviu de ícone para o fim da guerra e símbolo da expulsão dos americanos.

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Ali estão réplicas de tanques, móveis, equipamentos, galeria de fotos e pôsteres daquele período.

Hoje o Palácio recebe importantes eventos.

Catedral de Notre Dame

Construída entre 1877 e 1883, é uma pequena réplica da catedral de mesmo nome em Paris, herança da colonização francesa. Atualmente está fechada em reforma. 

Edifício Central dos Correios.

Próximo à catedral, outro edifício que deixa bem clara a herança francesa da cidade. O edifício foi projetado por Gustave Eiffel, o mesmo que elaborou uma “famosa torre lá em Paris”.

No interior do prédio é possível ver claramente o estilo do autor, com a estrutura toda feita em ferro. Nas paredes, enormes mapas históricos de Saigon e do Vietnã do Sul marcam a época anterior à guerra na cidade.

Não podia deixar de entrar e dar uma espiada nos guichês de atendimento do Correio (ainda em pleno funcionamento).

War Remnants Museum

É um importante museu de guerra que mostra a relação entre os Estados Unidos e o Vietnam, durante o conflito no país.

Do lado de fora, diversas aeronaves e tanques estão expostos. Dentro do prédio, armas, uniformes e fotos impressionantes contam a história. Ali está exposta a foto abaixo, que todos nós já vimos algum dia e tornou-se um ícone da Guerra do Vietnam.

Em três andares, ele mostra o que foi a guerra contra os americanos pelo olhar do povo vietnamita.

Parte das imagens já é conhecida, por terem sido amplamente divulgadas mas o fato de vê-las ali, tão próximas da realidade é extremamente impactante.

Você sai desse museu pensando muuuito …. e com certeza deve causar um grande embaraço a muitos americanos. É uma visita obrigatória que pode tomar o dia todo de quem se interessa pelo assunto.

Ópera de Saigon

Só é possível conhecer a parte interna da Ópera de Saigon se você assistir algum espetáculo. Mas mesmo por fora, o edifício é bem bonito.

Vida Noturna

Ho Chi Minh é uma metrópole de vida noturna agitada. É bem interessante, pois a cidade é uma durante o dia (mais tranquila) e outra a noite. As ruas da região de Dong Khoi (rua de compras) são tomadas por mesinhas (no diminutivo mesmo) lotadas de turistas e moradores. Há bares e restaurantes para todos os gostos e bolsos.

Como dica de lojas que vale a pena conhecerem nessa rua, indico:

  • Dong Khoi 107 – Khaisilk – Roupas de Seda.
  • Dong Khoi 74 – Saigon Crafts – Objetos em Laca (A Laca é o principal artesanato do Vietnam).
  • Dong Khoi 151 – L´Usine – Objetos em Laca.

Cu Chi Tunnel

Esse é um passeio que não pode perder de jeito nenhum.

Saigon era a grande base do Vietnam do Sul na luta contra o norte durante a guerra. Por conta disso, na Cidade de Ho Chi Minh, e principalmente nos seus arredores, se encontram muito mais referências ao conflito do que no norte do país.

Os túneis foram construídos pelos Vietnamitas do norte como base para seus ataques.

As imagens que cansamos de ver nos filmes, como por exemplo, Rambo, saíram todas desta região. Hoje o povo Vietnamita descobriu um prato cheio para ganhar dinheiro com essa época, o Turismo.

A região de Cuchi ficou famosa após a guerra por conta dos métodos de batalha usados pelos vietcongues.

Vietcongues, foi o nome dado pelos americanos para descrever os Vietnamitas Comunistas do Norte – Viet Nam Cong Sam.

O que impressiona é a ampla rede de túneis subterrâneos, em três níveis, com mais de 200 km e que se estendia até o Camboja. O exército vietnamita (do Norte) conseguia controlar toda a região mesmo sem muitos recursos, vivendo como animais em toca.

Havia entradas de acesso aos túneis até embaixo do rio.

Viveram mais de 60.000 pessoas nesses túneis, nosso guia permaneceu lá por dois anos, dos 5 aos 7 anos de idade. Hoje ele faz todo o passeio, mas não entra de jeito nenhum nos túneis.

A população dessa região sobreviveu graças a esses túneis.

Os túneis camuflados sob a terra são estreitos, apertados, você pode entrar em alguns deles, eu tentei, mas não consegui a sensação de pânico, vem à tona, o Paulo entrou e se arrastou por 15 metros para sair em outro ponto, é impossível para nós imaginarmos como alguém viveu daquela forma, sem acesso ao sol, sem poder beber água de chuva (contaminada por napalm – arma química utilizada na Guerra do Vietnam) uma realidade muita dura dos anos de guerra.

As armadilhas e arapucas elaboradas pelos vietnamitas para serem colocadas na floresta, explica como era a vida de quem vivia dentro dos túneis.

Com o bambu fabricavam desde chaminés até pontas para as armadilhas; tudo o que os americanos deixavam para trás era reciclado, bombas e armas americanas que por qualquer motivo não tinham explodido eram reutilizadas, ganchos e cordas de paraquedas americanos, tornavam-se poderosas armadilhas, sandálias de borracha, (isso mesmo sandálias, nada de botas, coturnos) eram produzidas com as borrachas e pneus de tanques.

Durante todo o passeio são ouvidos barulhos de disparos de armas criando um ambiente de guerra surreal ao se caminhar pela floresta.

Os sons das armas veem da “atração” final do passeio. Para quem quiser, e tem quem goste, é possível atirar com as armas utilizadas pelos americanos naquela época.

O Delta do Mekong

Indo rumo ao litoral, de Ho Chi Minh é possível ingressar em tours de um ou mais dias que circulam pela região do delta do rio Mekong. É uma parte rural do país, mas que também tem muitas ligações com a guerra. Seus estreitos canais foram explorados amplamente nas batalhas e nos filmes que retratam o período.

É uma região bem pobre, que me lembrou a cidade de Manaus, casas de madeira sobre as águas, o comércio de alimentos, flores, tudo dentro de embarcações no rio. Visitas em pequenas comunidades que produzem mel, papel de arroz e doces de coco.

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Algumas dicas Importantes: 

Brasileiros precisam de vistos.

– Negocie sempre, mas em geral o primeiro desconto é o que valerá, diferente da China.

– A higiene não é muito observada na comida de rua (isso é uma regra geral na Ásia), por isso muito cuidado com o que come e bebe.

– Algumas pessoas relatam golpes aplicados principalmente em taxis, fique de olho no taxímetro, pois como são muitos zeros é fácil saltar de 9.000 para 90.000 e você não perceber.

Comidas e Restaurantes

A comida vietnamita é bem gostosa, muitos legumes, arroz, peixes, enfim de tudo um pouco. Claro existe algumas bizarrices, principalmente nas comidas de ruas, mas sinceramente eu não tenho coragem de comer; por outro lado as opções de restaurantes são excelentes e os preços são bons, algumas dicas:

  • Vietnam House – 93 Dong Khoi – Excelente comida vietnamita e ambiente delicioso.
  • Pizza 4P´s Ben Thanh – 8 Thu Khoa Huan – Pizza e comida italiana em forno a lenha. Chegue cedo, pois terá que esperar ou faça reserva.
  • Xu Restaurant Lounge – 75 Hai Bà Trung. No térreo é um bar super agitado, no 1º andar um restaurante sofisticado. Vale a pena pedir o Set Menu Degustação com 5 ou 7 pratos diferentes, você vai comer todo o tipo de comida vietnamita.

Cozinhei no Vietnam 

Na verdade foi apenas um prato, mas já dá para falar que cozinhei lá. Vou passar a receita de um que eu aprendi como prepara e adorei:

Gỏi cuôn – rolinho primavera (fresco, não frito)

Esse prato é geralmente servido com entrada.

Pega o papel de arroz (tipo uma panqueca, bem fininha, feita com farinha de arroz e água), essa já veio pronta, eu vi fazer, mas era meio complicado, pois precisa de uma panela específica.

Coloca-se dentro: Uma fatia fina de abacaxi, uma fatia fina de pepino, a proteína fica a sua escolha, pode ser um ou todos (porco, peixe, camarão ou carne de vaca, tudo já cozido), lámem também cozido e coentro (opcional para quem não gosta).

Enrola como na foto e coloca um molhinho shoyo e manda bala.

Outro recheio que eu comi e gostei mais: palmito e champignon cortado bem fininho, camarão e lombo de porco, broto de feijão já cozido e hortelã, a receita vinha com tofu, mas pedi para tirar.

Acho que conheci bastante coisa !! Como resumo posso dizer, que Ho Chi Minh é uma cidade barulhenta, em construção, suja, com um trânsito caótico, mas tem uma atmosfera deliciosa. Só conhecendo para entender.

Beijos e até o próximo lugar fora da China.

 

Eu fui parar na Cochinchina !!!!

Eu fui parar na Cochinchina !!!!

Vou dedicar esse post à todas as mães que um dia falaram: ” – Nem na Cochinchina !!!”.

Quando sua mãe te falava “- Só se for na Cochinchina”, o que você pensava?

Em um lugar distante, irreal?  Mero engano, eu fui parar lá !!!

Vamos contar um pouquinho de história para entendermos melhor essa região tão agitada.

A Indochina englobava três países atuais: o Vietnam, Laos e o Camboja. O nome Indochina surgiu porque essa região fica justamente espremida entre duas grandes culturas asiáticas, a indiana (a oeste) e a chinesa (ao norte). Essas duas civilizações milenares tiveram forte influência sobre a vida e os costumes dos vários reinos que governavam a Indochina antes da expansão colonial europeia.

Já a Cochinchina foi o nome dado à região no sul do atual Vietnam, na Indochina. Foi assim nomeada pelos navegadores portugueses, que no século XVI aportaram na região.

Entre os séculos 15 e 19, estabeleceu-se o domínio francês no território, visando à extração de matérias-primas como a borracha.

Hoje ainda é possível observar a herança arquitetônica deixada pelos franceses, como por exemplo, o Correio Central, a Catedral de Notre Dame e vários outros edifícios.

Além da própria língua escrita, onde a grafia romana foi implantada e não ideogramas como é comum na Ásia, assim como os vários acentos utilizados na mesma palavra uma herança bem francesa.

Já no século 20, a região seria palco de vários acontecimentos polêmicos.

No início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), por exemplo, com o avanço japonês na área, a França perde a região para o Japão, o que levou o governo dos Estados Unidos a congelar todos os bens nipônicos em território americano. Um mês depois, os japoneses atacariam a base de Pearl Harbor, colocando os dois países em guerra.

Como curiosidade, pela destruição causada pelos japoneses durante a Segunda Guerra, o governo do Japão está patrocinando a construção de um Monorail em Ho Chi Minh, antiga Saigon no Vietnam, ou melhor, na Cochinchina.

Quando os japoneses se rendem no final da Segunda Guerra, a estrutura colonial da região começa a desmoronar. No norte do atual Vietnam, o líder nacionalista e comunista Ho Chi Minh anuncia a criação da República Democrática do Vietnam. As monarquias do Laos e Camboja hesitam em fazer o mesmo e esses territórios são reocupados pela França.

A França não aceita a independência do norte do Vietnam e tem início a Primeira Guerra da Indochina. O conflito acaba em 1954 com vitória das tropas de Ho Chi Minh. No acordo de paz, o Vietnam é dividido em dois países, o do Norte Comunista e o do Sul Capitalista.

A paz na região dura pouco. Os Estados Unidos para conter o avanço do comunismo na Ásia entram em confronto com o Vietnam do Norte, dando início à famosa Guerra do Vietnã. O conflito termina em 1975 com mais uma vitória de Ho Chi Minh e a unificação do Vietnam (incluindo a Cochinchina ou seja, o Vietnam do sul) em um só país.

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Lembra dessa imagem ?

Foi quando aconteceu a invasão ao Palácio da Independência e os Estados Unidos perderam a Guerra do Vietnam.

Foi só após o final desse confronto que as fronteiras da região finalmente adquiriram o formato atual, dividindo-se em três países – Vietnam, Laos e Camboja.

Já deu para perceber que tem muita coisa para contar sobre essa região e nos próximos post vou falar sobre Cu Chi Tunnel, sobre Saigon atual Ho Chi Minh, sua comida deliciosa (cozinhei lá) e seu trânsito maluco e o Rio Mekong.

Algumas fotos antecipadas. Beijos e até a próxima.

 

 

O Que Fazer em Singapura.

 

Para quem está a passeio, três dias são suficientes para conhecer a cidade, mas claro como uma grande cidade há atividades para bem mais do que esse tempo.

Em Singapura tudo foi cuidadosamente construído pelo homem. Se você quiser saber mais sobre essa Cidade Estado acesse o post https://xinachina.com.br/2018/02/02/cingapura-singapura-ou-singapore/

Algumas atrações imperdíveis:

  • Caminhar pela Marina Bay.

São 3,7 Km ao redor de uma marina (de água doce) Maravilhosa. Você pode caminhar, correr (muitas pessoas no final do dia praticam cooper) ou mesmo alugar um patinete elétrico e passear pelos largos calçadões. Muitos restaurantes ficam a beira da marina e é uma delícia sentar, tomar uma cerveja e apreciar a vista.

 

  • Visitar o Hotel Marina Bay, Sky Park.

Esse é aquele hotel gigante com três torres que sustentam uma estrutura em formato de navio e tem uma piscina de borda infinita lá no alto.

Mesmo sem ser hóspede do hotel, pode comprar o ticket e visitar o 56º andar do edifício. Lá de cima você terá uma vista deslumbrante de toda Singapura. Infelizmente não é permitido visitar a piscina, essa apenas para hóspedes do hotel. Mas eu consegui as fotos abaixo.

  • Garden by the bay.

Um dos jardins (se é que posso chamar assim), mais lindo que já vi. Existem vários pontos dentro desse complexo para visitar. Os principais são os dois Domos, um chamado de Flower Dome, onde são encontradas (plantadas e cultivadas) as flores de todos os Continentes do Mundo. Seria uma grande estufa, se não fosse a temperatura em torno de 18º C que é mantida dentro do Domo e não há nenhum inseto, desta forma toda a polinização é controlada.

O outro é o Cloud Dome, esse é mais grandioso, pois retrata as Cloud Forest do Mundo, Cloud Forest, são aquelas Florestas super úmidas com nuvens no meio das árvores, elas representam 2,7 % das Florestas Tropicais do Mundo, no Brasil temos muitos dessas florestas e tipo de vegetação, como orquídeas, samambaias e bromélias.

  • China Town.

Para mim não é muita novidade visitar um bairro que retrata a China, mas para muitos é uma grande novidade. E realmente é um bairro bem chinês, apenas faço uma observação que ali achei mais organizado e um pouco mais limpo.

  • Arab Street.

Oferece produtos para a comunidade Mulçumana que mora em Singapura, mas também tornou-se um centro turístico.

  • Little Índia

O nome já diz tudo, um pedaço da Índia dentro de Singapura, com lojas, cafés, comidas indianas autenticas, lojas vendendo sári e muito mais.

Outras atrações bem legais:

Para quem gosta de Museus e Artes: Art Science Museum, Parliament House, National Museum Gallery, Esplanade Theatres, Merlion Park, a noite nesses lugares são projetados imagens em Leds; vale a pena visitar.

Se o Garden by the Bay não foi suficiente, o que não faltará em Singapura são tipos diferentes de jardins para conhecer: Chinese Garden, Japanese Garden, Botanical Gardens, Orchid Garden.

Para a criançada: Zoológico, Safari no Rio, Safari a noite, Parque dos Pássaros, Aquário, Universal Studios, Lego Land.

Há também a Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, construída em 1888, a primeira igreja católica de Singapura, uma réplica da original na France.

O que Comer em Singapura?

O prato principal é o Crab Gigante, vários restaurantes oferecem essa delícia, nós optamos por comer a beira do mar, num restaurante chamado Long Beach, localizado em East Coast Seafood Center Singapure. O lugar lembra os restaurantes de fruto do mar em nosso litoral. Porém mesmo o lugar sendo simples, o preço é bem salgado !!!!

Mas o que não falta na cidade é comida variada e para todos os bolsos, desde restaurantes estrelados e de figuras conhecidas como o Bread Street do Gordon Ramsay (Hell´s Kitchen), até os famosos espetinhos de rua que são sensação na cidade, os Hawker Centers são praças de alimentação bem organizada e a partir das 19 horas as ruas ao redor desses centers são fechadas e os comerciantes colocam mesas e cadeiras nas ruas para os turistas sentarem e curtirem seus espetinhos com uma boa cerveja.

Enfim Singapura é um majestoso jardim a céu aberto, onde a limpeza, segurança e hospitalidade de seu povo são notadas desde o primeiro momento que você chega.

Gostei muito e se tiver a oportunidade volto com certeza !!! Beijos e até o próximo lugar na Ásia.

 

 

 

Cingapura, Singapura ou Singapore ?

No Domingo dia 21 de janeiro, eu e o Paulo voltamos para nossa vida de Expatriados, porém apesar de sairmos juntos do Brasil, eu vim para Shanghai e o Paulo foi para Singapura, pois tinha uma reunião lá.

Como eu disse no começo “Voltamos para nossa vida de Expatriados !!!”

Depois de 26 horas de voo e mais 5 horas de conexão, cheguei na 3ª feira, no meu apto na China.

Como o Paulo ia ficar a semana inteira em Singapura, decidimos passar o final de semana lá e aproveitar para conhecer mais um país na Ásia. Peguei o voo na 5ª feira e depois de mais cinco horas, desembarquei totalmente zureta em Singapura.

Mas nada que um bom sono não resolvesse e no dia seguinte eu já estava pronta para conhecer esse país tão rico da Ásia.

Até 1943 Singapura foi escrita como Cingapura, em inglês é Singapore; oficialmente é República de Singapura e é uma cidade Estado, formada por 63 ilhas.

O país apresenta o maior Índice de Desenvolvimento Humano dos países asiático e é o 9º melhor do mundo. O seu território é altamente urbanizado, mas quase metade dele é coberto por vegetação. No entanto, mais terras estão sendo criadas para o desenvolvimento por meio do processo de aterramento marítimo.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Singapura foi ocupada pelo Japão e voltou ao domínio britânico após o conflito. Tornou-se autogovernada internamente em 1959. O território uniu-se a outros ex-territórios britânicos para formar a Malásia em 1963 e tornou-se um Estado totalmente independente dois anos mais tarde. Desde então, teve um aumento maciço em termos de riqueza e é um dos quatro Tigres Asiáticos.

A economia depende fortemente da indústria e serviços e o quarto principal centro financeiro do mundo, o segundo maior mercado de cassinos e o terceiro maior centro de refinação de petróleo do mundo. Seu porto é um dos cinco mais movimentados do mundo.

O país é o lar do maior número de famílias milionárias em dólares per capita do planeta.

O  Banco Mundial considera a cidade como o melhor lugar no mundo para se fazer negócios. O país tem o terceiro maior PIB per capita por paridade do poder de compra do mundo, tornando Singapura um dos países mais ricos do planeta.

E tudo isso você vê assim que desembarca, já no aeroporto você nota a exuberância dos detalhes, os imensos muros verdes espalhados por toda a cidade e como não reparar em uma loja da Louis Vuitton toda em vidro e cristal no meio da baía de Singapura.

Cerca de 5 milhões de pessoas vivem em Singapura, dos quais 2,91 milhões nasceram no local. A maioria da população é descendente de chineses, malaiose e indianos. Há quatro línguas oficiais: inglês, chinês, malaio e tâmil. E por incrível que pareça a maioria dos moradores falam todas as línguas.

A cidade é uma república parlamentar. O Partido de Ação Popular (PAP) ganhou todas as eleições desde a concessão britânica em 1959. A imagem popular do PAP é a de um governo forte, experiente e altamente qualificado, apoiado por um serviço especializado civil e um sistema de educação com ênfase na realização e na meritocracia. No entanto, o partido é visto por alguns eleitores, críticos da oposição e observadores internacionais como sendo autoritário e demasiado restritivo quanto à liberdade individual.

Falei um pouco sobre o sistema de governo para contar algumas curiosidades desse país em termos de Ordem e Leis.

Assim que você chega ao país, dentro do avião, lhe é entregue o cartão de imigração, onde se lê com letras grafadas que em caso de tráfego de drogas a Pena de Morte é aplicada de acordo com a Lei do país.

Não se vê nenhum papel, ponta de cigarro, chiclete ou qualquer outra coisa jogada na rua e o motivo é simples. Na primeira infração cometida, você pagará uma multa alta, e em todos os lugares, existem placas mostrando a infração e o valor da multa. Na segunda reincidência, além da multa você prestará serviço público, por exemplo, limpeza da rua, vestindo um uniforme onde estará escrito que você está ali por ter desrespeitado a lei (para que todos vejam !!!!), na 3ª infração você levará cintada na bunda que variará de 3 a 24 chibatadas.

ACHEI BEM INTERESSANTE A IDEIA !!! JÁ PENSOU SE A MODA PEGA NO BRASIL ?

A moeda local é o Dólar de Singapura e hoje corresponde a R$ 2,418. Os preços são bem salgados na cidade.

Singapura está no Hemisfério Sul e o clima aqui é igual ao nosso Nordeste, ou seja, 28º a 30º C o ano todo, o que muda é a quantidade de chuvas.

Para não ficar muito grande e cansativo para ler, no próximo post escrevo sobre os lugares para visitar, comidas e muito mais ….

Até a próxima semana.

 

 

Bali na Indonésia – Parte II

…. continuando sobre Bali.

Padang PadangTambém no sul da ilha essa praia é maravilhosa, você desce uma escadaria ao redor de um paredão, para acessar a praia, não tem dificuldade.  Passa o dia e se quiser, almoça em um restaurante bem simples, a beira do mar, mas que prepara um peixe pescado na hora com frutos do mar e legumes,uma delícia. Aproveite e experimente a cerveja de Bali Bintang.

“Não sei por que mas a cerveja e essa vista combinaram bastante!!!”

Uluwatu Temple – Depois de passar o dia nas praias do sul da ilha, visite o templo de Uluwatu, também conhecido como Pura Luhur Uluwatu ou templo dos macacos, é uma das atrações mais incríveis de Bali e um passeio que acho imperdível. O templo está localizado à beira de um penhasco, com cerca de 70 metros, em frente para o mar. Ele transmite a espiritualidade e paz que muitos turistas buscam em Bali e de quebra oferece um visual maravilhoso para o mar e para o pôr do sol!

Dedicado aos espíritos do mar, acredita-se que o templo guarda Bali contra os espíritos do mal. Ele tem grande parte de sua estrutura construída com corais marinhos e é um dos templos mais antigos da ilha, provavelmente do século X. Certamente o ponto mais impressionante a seu respeito é sua localização, que além de privilegiada é um tanto curiosa, bem no limite de um íngreme paredão de pedras, que, em contraste com o mar, forma um cenário inesquecível!

O templo pode ser visitado quase por inteiro. Ele tem uma “passarela”, que se estende ao longo do paredão e que oferece uma vista espetacular, principalmente durante o pôr do sol.

Além do espetáculo formado pelo entardecer, outro espetáculo ocorre no templo, a Kecak e Fire Dance. A dança típica de Bali. A maquiagem dos artistas é forte, a caracterização é ótima e todos os sons do show são feitos por vozes humanas. Quando você compra o ingresso do show (dentro do templo mesmo), você recebe um folheto, (tem várias opções de língua, claro menos em português), que conta a história do show, vale a pena ler antes, para entender melhor. É uma apresentação autêntica, interativa e que prende a atenção dos visitantes. Vale a pena assistir ao show, é um dos mais interessantes da ilha e começa às 18 horas, no pôr do sol.

Os visitantes que desejam conhecer o templo devem usar o sarong (roupa típica) disponível no lugar e utilizada em respeito ao local sagrado. Na entrada do templo, você deverá passar por uma pequena floresta, onde vivem vários macacos. Esses macacos podem parecer animais dóceis, mas são animais selvagens e é recomendado ter cuidado com eles, pois, em busca de comida, eles “roubam” objetos dos turistas.  E roubam mesmo, eles vem na sua direção de forma determinada e você tem que adivinhar o que eles querem e rápido. Coloque seus pertences dentro de uma bolsa e não ande com alimentos nas mãos. Minha garrafa de água foi embora com um deles, que abriu a tampa e tomou toda água. Cuidado com bonés, óculos e chinelos… Eles são espertos.

Entrada: Rp 20.000 Kecak +- R$ 5,00  Dance: Rp 100.000 +- R$ 24,00.

Tegalalang Rice Terraces – As plantações de arroz em Bali formam paisagens naturais lindas e utilizam um método de irrigação inventado há séculos, é um morro recortado em degraus. Os terraços de Jatiluwih e principalmente Telalagang são populares entre os turistas, o verde é intenso e é bem interessante ver mais de perto como é produzido esse grão tão popular no Brasil e aqui na Ásia.

Dica: Indo para Tegalalang você passa pela Av. Tegalalang onde tem várias lojas de móveis e artigos para decoração de casa.

Ubud – Fui para Ubud apenas um dia, mas se tiver a oportunidade de voltar, fico hospedada lá. O coração da cultura balinesa fica em Ubud. A cidade tem muitas atrações como o Ubud Palace, a Monkey Forest e Ubud Market (cheio de produtos de artesanatos, souvenir, barganhe sempre!!).  Além disso, a cidade tem hotéis com ótima estrutura, bons restaurantes e se você quiser comprar produtos de decoração e móveis balineses, é nessa região que encontra.

Vários ateliers e galerias com esculturas de madeira e pedra, pinturas, batik, prata, nessa região é que você encontra e o preço vale a pena.

Você assistiu o filme “Comer, Rezar e Amar” com a Julia Robert; então a parte “Amar”, foi filmado em Ubud.

Vulcão BaturUma semana antes de viajarmos para Bali o Vulcão Agung entrou em estado de alerta e toda a população que mora a um raio de 9 km foi evacuada. Entrei em contato com o hotel e nos informaram que Seminyak estava a 75 km de distância do Mont Agung, o único problema se ele entrasse em erupção, seria o fechamento do aeroporto. Ok! Arriscamos, deu tudo certo, o vulcão não entrou em erupção, mas até agora final de outubro, ele está sendo monitorado e a população não pode retornar à suas casas. A região em volta do Agung está bloqueada e o turismo proibido. Mas conseguimos visitar o Vulcão Batur, que fica a 30 km de distância do Agung. Bali é conhecida como o Anel de Fogo, pela quantidade de Vulcões que possui e todos ativos. Confesso que quando avistei o Batur, fiquei de boca aberta, a natureza é belíssima e imponente.

RESTAURANTES EM BALI

Em uma tarde no Ku De Ta, conhecemos um casal de australianos, que por sorte, ele é Chef de Cozinha na Austrália, sua esposa muito gentil, nos indicou alguns restaurantes em Seminyak, que valiam a pena conhecer, segue a dica logo abaixo dos que experimentamos:

La SicíliaComida Indonésia e asiática, clima mais sofisticado.

La Lucciola– O restaurante serve comida italiana, as massas são sensacionais e fica na beira da praia. A localização é ótima para um jantar romântico e o custo-benefício é ótimo!

Ku de ta Seminyak – Um dos queridinhos dos turistas em Seminyak, o Ku de Ta é um clube de praia e restaurante na beira do mar. É uma boa opção para ir durante a tarde curtir o pôr do sol ou fazer uma refeição ao ar livre, comida bem gostosa.

 

Potato Head Seminyak – Outro clube de praia muito conhecido em Bali, o Potato Head fica também em Seminyak e é uma alternativa para tomar uma bebida durante a noite, conversar com amigos e curtir a vibe tranquila da ilha. Também vale a pena o restaurante.

Mamasan Comida indiana e asiática, o gostoso é ir pedindo as várias entradas e experimentar o que você conseguir.

Sardine- Restaurante de peixes e frutos do mar, o ambiente é lindíssimo, tem uma plantação de girassóis dentro do restaurante. Um pouco mais caro.

Outras atividades que não tivemos tempo para fazer, mas são indicadas:

  • Gili Islands – As três ilhas, – Gili Meno, Gili Air e Gili Trawangan – são tranquilas e nem carros possuem, tudo é feito a pé, bicicleta ou charrete. São lugares ótimos para relaxar na praia, mergulhar e descansar! Se sua ideia é curtir praias paradisíacas, de águas calmas em um lugar com poucos habitantes, a dica é ir passar alguns dias também em Gili Islands, essas ilhas sim são mais tranquilas. A distância entre Bali e as Ilhas é de 1.5 h de barco.
  • Tirta Empul Temple – esse é um templo diferente de Bali, que fica nas proximidades de Ubud. O templo abriga uma fonte d’ água, e “piscinas” em que os moradores locais realizam um ritual de purificação. É um bom passeio para quem quer renovar as energias.
  • Fazer uma aula de Culinária – Para quem curte e tem tempo é uma opção interessante, apesar de eu não conseguir identificar uma característica específica na comida Balinesa, achei a comida Tailandesa mais marcante.
  • Aulas de Yoga – Muitos turistas visitam Bali buscando encontrar-se consigo mesmo e as aulas de yoga são atividades populares entre alguns visitantes. Existem escolas especializadas nessa atividade  e é comum ver várias pessoas caminhando com o “tapetinho” de Yoga nas costas.

Espero que tenham gostado de Bali como eu gostei. Até a próxima viagem pela Ásia.

 

 

Bali na Indonésia – Parte I

Bali na Indonésia

Em Outubro aqui na China tem uma Semana inteira de feriado, a chamada Semana Dourada, se quiser saber mais sobre os feriados na China, leia no meu post https://xinachina.com.br/2017/05/25/feriados-na-china/; então decidimos ir para Bali, pois realmente estávamos precisando colocar o pé na areia e para quem mora em Shanghai, estamos a uma distância de 6 horas de voo até Bali, uma pechincha se considerarmos o tempo Brasil X Indonésia (24 horas); além do que o custo é bem mais baixo.

Como estamos aqui pertinho, é agora ou nunca!

Confesso que fui para Bali com a intenção de fazer uma comparação entre Bali e Tailândia.

– Onde é mais bonito?

– Onde devo indicar para as pessoas conhecerem na Ásia?

– Onde se come melhor?

Enfim todas as perguntas básicas que nós fazemos quando vamos viajar e cheguei à conclusão que são belezas totalmente diferentes, cada uma com características e detalhes próprios.

Em alguns pontos Bali ganha, em minha opinião, riqueza cultural e estrutura turística (hotéis, restaurantes e compras) em outros a Tailândia: praias, geografia e beleza natural. As duas são excelentes em comida, custo e povo simpático.

Claro que para os surfistas Bali é tudo de bom, o mar é para eles, diferente da Tailândia, onde o mar é mais calmo.

No começo do ano fui para Tailândia e escrevi um post https://xinachina.com.br/2017/02/06/krabi-na-tailandia/, hoje estou falando sobre Bali.

Dê uma lida nos dois post e tire suas conclusões, mas se eu puder indicar e você tiver a chance

“CONHEÇA AS DUAS, VOCÊ NÃO VAI SE ARREPENDER”.

Acho que esse Post ficará bem grande, além de ter muita coisa para contar, foi difícil escolher qual foto não colocar, então decidi fazer em duas partes.

Cheguei a Bali achando que iria para um lugar pequeno e sossegado, com praias paradisíacas, mas não é bem assim, e algumas pessoas se decepcionam no primeiro momento.

O trânsito é caótico, e olha que eu moro na China, a mão é inglesa, e não existe semáforo, rotatória, ”marronzinho”, ou qualquer outra coisa que possa colocar um pouco de ordem na bagunça.

Você logo descobre que Bali é muito mais do que um lugar para curtir apenas o mar, o que faz do lugar tão especial é a rica cultura da ilha, a crença de seus moradores, os templos e as paisagens naturais.

Hospedamos na praia de Seminyak, no Bermimpi Bali Villas – super indico para quem quer sossego, são apenas quatro “chalés” totalmente independentes com piscina privativa, a equipe é muito atenciosa e prepara seu café da manhã na hora que você pedir, direto no seu chalé. Esse estilo de acomodação “Villas” é muito usado em Bali. Na verdade a oferta de hotéis em Bali é muito grande, você encontra desde acomodações mais simples até Maravilhosos Resorts na Beira da Praia.

Bermimpi Bali Villas

SOBRE A CIDADE

Bali fica na Indonésia, cuja capital é Jacarta, e possui um aeroporto internacional de grande porte (Ngurah Rai International Airport – DPS), servido por diversas companhias aéreas.

Denpasar é a Capital da Ilha e a maior cidade.

Quem viaja para a Indonésia a turismo e fica por até 30 dias não precisa de visto! Até o início de 2016 era preciso pagar uma taxa para entrar no país, mas isso também não é mais necessário para brasileiros. A embaixada informa que o passaporte deve ter validade superior a seis meses, é necessário apresentar o certificado de vacinação contra febre amarela e passagem de ida e volta.

A moeda de Bali é a Rupia Indonésia (IDR). A moeda é bem desvalorizada em relação ao real e muitos zeros estão sempre presentes quando vemos os preços dos serviços na ilha, por isso notas de 50.000 são comuns. Não pense que está rico se tiver 100.000 Rupias na carteira… isso significa apenas que você tem em torno de R$ 25,00, ou seja, aquele monte de dinheiro na carteira só para enganar.

Os serviços em Bali não são caros, pelo contrário, comida, roupas de praia, as famosas cangas de Bali, e os produtos de decoração é de deixar qualquer um louco, da vontade de comprar tudo, o duro é carregar depois.

A Indonésia é um país muçulmano, mas em Bali predomina o hindu-balinês; a diferença do hindu da Índia, é que lá os mantras são os pontos fortes já em Bali predomina as oferendas aos deuses. Pelas ruas é muito comum ver oferendas, pessoas com trajes típicos, cortejos e celebrações. Todas as casas possuem um Templo.

Oferendas em Frente a uma casa.

A língua oficial de Bali é a língua indonésia, mas na ilha fala-se também o balinês. Muitas pessoas comunicam-se em inglês e você consegue se virar muito bem.

As principais maneiras de se locomover em Bali são de carro ou motocicleta (scooter). O trânsito é caótico, a mão é inglesa e as motos carregam famílias inteiras, sobem nas calçadas, na contra mão e transportam objetos de todo o tamanho, mas você aluga pelo equivalente a R$ 12,00 por dia e vai para todo o lugar, mas só alugue se você tiver habilidade pois tem que ter muito cuidado!!!

Outra maneira de se poupar da confusão de dirigir na ilha, é contratar um guia/motorista particular, que pode passear com você o dia todo e mostrar os principais pontos turísticos. O serviço é muito popular e tem um ótimo custo-benefício, principalmente para quem está em grupo, mas você leva o triplo do tempo.

Chamou bastante a nossa atenção o nível de segurança que é utilizado, tanto nos aeroportos como em bares, clubes e praias particulares; em todos esses lugares você é revistado, sua bolsa (mesmo que seja de praia) é verificada. Isso porque houve um atentado terrorista na Indonésia alguns anos atrás. O controle antidroga nos aeroportos também é rigoroso e não pense que apenas “Surfista” é parado.

Tem muita coisa para conhecer em Bali, nós ficamos 07 dias (pois foi o período do feriado aqui na China), mas eu acho que o ideal é no mínimo 15 dias. Algumas dicas de lugares:

LUGARES PARA CONHECER EM BALI:

Pura Tanah Lot – O templo foi construído em pedras no século XVI ao lado do Oceano Índico. Quando a maré está baixa é possível ir até o local, mas quando ela está alta o templo fica isolado, parecendo que está no meio do mar. O pôr do sol visto daqui é um dos mais lindos da ilha!

Considerado um dos templos mais bonitos de Bali. Ele é um dos cartões-postais da ilha e um dos locais mais fotografados!

Bali tem muitos templos, cada um com suas peculiaridades e esse certamente é um lugar para não perder. Chegar ao local por conta própria, não é tão fácil, mas possível, fomos de moto, consulte os atendentes de seu hotel para encontrar a melhor forma de visitá-lo. Outra dica é olhar a tábua de maré para saber quando a maré estará baixa e, consequentemente, quando o acesso ao templo será possível.

O lugar é lindo a qualquer hora do dia, mas ao entardecer, quando o sol se põe, a paisagem fica ainda melhor!

Entrada: Rp 15.000 +- R$ 3,50.

 

Seminyak  – É o lugar mais agitado de Bali, as praias não são bonitas, mas a região possui excelentes restaurantes, várias lojinhas e clubes de praia. É uma espécie de Búzios em Bali. É um lugar com uma atmosfera muito gostosa. Pela noite é super agradável caminhar pela região e fazer compras… minha dica é curtir o dia em locais como o Ku de Ta ou Potato Head, são clubes de praia, com acesso a praia, piscina, restaurantes e bares.

Potato Head

Kuta Passei por Kuta e fui embora rapidinho, aqui é tipo Praia Grande (em seu pior momento), são ônibus e mais ônibus parados pela avenida principal para que os turistas em geral chineses e indianos, possam curtir o dia. Virou o point. Não gostei, muita gente, a praia não é bonita, areia é escura (vulcânica).

JimbaranDelícia de praia, ainda não é a mais bonita, mas super tranquila, perto de Seminyak, você passa o dia, come em um dos restaurantes de praia que prepara o peixe fresquinho para você na hora. Mas essa praia é famosa pelo pôr do sol, esses mesmos restaurantes, colocam mesas na areia e os turistas jantam vendo o pôr do sol.

Uluwatu Beach ou Blue Point Beach – É uma das praias mais linda de Bali, já estamos no sul da ilha, muito frequentada por turista e point dos surfistas. Ela fica a frente de um enorme paredão de pedras onde estão instalados alguns bares e restaurantes que possuem uma vista sensacional!

Para chegar à praia você precisa descer uma escadaria (não muito difícil) e passar por uma espécie de gruta para chegar ao mar, é um lugar diferente e muito bonito.

O trecho de areia da praia é pequeno, mas sua água é cristalina! Na areia, você perceberá que essa não é uma praia convencional: ela tem formações rochosas e fendas nas rochas, esculpidas pela ação do mar. A praia fica ainda mais bonita na maré baixa, pois é nesse momento que ficam em evidência os corais e pequenas piscinas naturais.

Essa praia é muito procurada por surfistas.

Continua na próxima semana …..

Macau

MACAU

Sempre que pensamos em Macau, vem em nossa mente “Ahh lá fala-se português”, depois não entendemos muito bem se é um país, uma província ou uma cidade da China.

Antes de falar sobre a minha percepção de Macau, vamos entender um pouquinho sobre esse lugar.

Localização de Macau.

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Macau está há 2 horas e meia de voo de Shanghai, o aeroporto internacional de Macau, fica na ilha de Taipa, tanto a ilha de Taipa quanto a ilha de Coloane estão ligadas por pontes à Península de Macau e está por sua vez está ligada ao território chinês.

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“Macau foi colonizada e administrada por Portugal durante mais de 400 anos e é considerada o primeiro entreposto, bem como a última colónia europeia na Ásia.

A colonização de Macau teve início em meados do século XVI, com uma ocupação gradual de navegadores portugueses que rapidamente trouxeram prosperidade a este pequeno território, tornando-o numa grande cidade e importante entreposto comercial entre a China, a Europa e o Japão. Macau atingiu o seu auge nos finais do século XVI e nos inícios do século XVII, mas só em 1887 a China reconheceu oficialmente a soberania e a ocupação perpétua portuguesa de Macau, através do ” Tratado de Amizade e Comércio Sino-Português”. 

Em 1967, como consequência do Motim, que marcou a revolta dos residentes chineses pró-comunistas de Macau, Portugal renunciou à ocupação perpétua de Macau. Em 1987, após intensas negociações entre Portugal e a República Popular da China, os dois países acordaram que Macau voltaria para a soberania chinesa no dia 20 de dezembro de 1999.

Macau tem cerca de 538 mil habitantes, sendo a esmagadora maioria de etnia chinesa. Faz muitos aterros na foz do Rio das Pérolas para conseguir mais espaços de construção.

Desde 20 de Dezembro de 1999, o nome oficial de Macau é Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China” (RAEM). Após o estabelecimento da RAEM, Macau passou a possuir um elevado grau de autonomia, limitado apenas no que se refere às suas relações exteriores e à defesa. Foi garantido a preservação do seu sistema econômico-financeiro e das suas especificidades durante pelo menos 50 anos, isto é, pelo menos até 2049. ” “Fonte Wikipédia”.

Na parte das Ilhas pude observar um grande e acelerado crescimento econômico, quando falo em acelerado, significa um incontável número de gruas e guindastes espalhados nas imensas obras que estão acontecendo por lá. Tudo baseado no acentuado desenvolvimento do setor do jogo e do turismo, as duas atividades econômicas vitais desta região administrativa especial chinesa. O Turismo representa 67% do PIB, sendo que o jogo é responsável por 80% dessa fatia.

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Fotos escondidas de dentro dos Cassinos. É proibido tirar foto.

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Macau é conhecida como a Las Vegas do Oriente, claro que para chegar ao tamanho de Las Vegas levará algum tempo, mas pela velocidade dos investimentos que estão acontecendo por lá, esse algum tempo, pode ser tornar pouco tempo.

São luxuosos hotéis-cassinos, interligados por shoppings sofisticados, os quais, acreditem ou não, em um mesmo corredor você encontra várias lojas da mesma marca, distintas por segmento.

Eu me pergunto tem venda para tudo isso ? Fico imaginando o custo dessas lojas.

E logo a frente tenho a resposta, quando vejo um grupo de chineses passando com sacola Dior em uma mão, mais uma sacola Valentino na outra mão e por aí vai. É eles estão sabendo fazer dinheiro !!!!

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Entrada do Hard Rock Hotel
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Hotel Wynn Palace e as águas dançantes .
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Lobby de uma das entradas do Hotel Wynn Palace – Repare que são flores !!
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Outra entrada do mesmo hotel.
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Uma das escadas rolantes mais longas da Ásia.

 

HOTEL THE VENETIAN: O Mais famoso de Macau, não o mais bonito. Porém ponto Turístico.

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Venetian Hotel. É um dos hotéis mais famosos, uma réplica de Veneza.

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A moeda de Macau é a Patacas ou Dólar de Macau, como eles chamam, mas eles aceitam também o Dólar de Hong Kong, ambos têm mais ou menos o mesmo valor. Qualquer outra moeda não é aceita, você precisa trocar nas casas de câmbio, que por sinal em cada hotel tem umas dez !!

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E a Língua? O Português ainda é uma das línguas oficiais, mas apenas na escrita, ou seja, em todos os lugares, você encontrará as informações escritas também em Português, além dos nomes das ruas e pontos turísticos serem muito familiares para nós brasileiros, tipo Avenida da Praia Grande ou Largo do Senado; porém a língua que eles falam é o cantonês, um dos dialetos da China.

A parte histórica fica na Península de Macau, na verdade esses pontos turísticos, são muito mais interessantes para os chineses do que para nós brasileiros, a Catedral da Sé, a igreja de São Domingos, são igrejas simples em comparação por exemplo as nossas em Salvador, logo para os chineses que nunca entraram em uma igreja católica é algo muito diferente, já para nós….

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Igreja de São Domingos.
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Largo de Camões

 

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Outra novidade para eles é o Largo do Senado pavimentado com calçada portuguesa; sabe as calçadas de Copacabana!!!

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As Ruínas de São Paulo, vale a pena ser visitada!! A construção sofreu um incêndio em 1595 e outro em 1601, os jesuítas reconstruíram a igreja em 1602 e esta ganhou uma fachada com dimensões imponentes e ricamente decorada. Em 1835 a igreja foi novamente destruída pelo fogo e só sobrou a fachada o qual tornou-se num famoso monumento mundial – as Ruínas de São Paulo.

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A culinária de Macau ainda mantém o traço português, com o Bacalhau preparado de vários modos, conhecidos por nós: Gomes de Sá, Bacalhau guisado, pastéis e bolinhos de bacalhau. O caldo verde também existe por lá e o mais procurado por Chineses e estrangeiros são os pastéis de nata, vendidos em todas as pastelarias da cidade, porém o mais famoso é o do Lord Stow´s Bakery, que fica no Venetian Resort Hotel. Aqui eles comem o pastel de nata com chá.

Compras

Na Península de Macau é onde está a maioria das lojas onde todo mundo compra. Sabe aquela sensação que você está perdendo alguma promoção, pois é todo mundo com muuuuita sacola na mão !!! Os preços são bem atrativos e se você tiver tempo e paciência para enfrentar a multidão de chineses que estão nas lojas comprando, fará ótimos negócios. Já nos shoppings dos hotéis… a história é outra.

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Esse monte de malas e sacolas, são compras !!! Para quem curte uma 25 de março, é um prato cheio.

Principais Pontos turísticos:

PENÍNSULA DE MACAU:

  1. Avenida da Praia Grande.
  2. Edifício do Leal Senado.
  3. Largo do Senado.
  4. Largo de Santo Agostinho.
  5. Edifício dos Correios.
  6. Igreja de São Domingos.
  7. Rua da Felicidade.
  8. Casa do Ópio.
  9. Praça de Ponte e Horta.
  10. Templo de Kun Iam Tong.
  11. Jardim de Lou Lim Ieoc.
  12. Igreja de São Lázaro.
  13. Jardim da Flora.
  14. Templo de A-Má.
  15. Porta do Cerco.
  16. Templo de Lin Fong.
  17. Ruínas de São Paulo
  18. Jardim Luís de Camões.
  19. Templo de Na Tcha.

TAIPA:

  1. Templo de I Leng da Taipa.
  2. Museu de História da Taipa e Coloane.
  3. Templo Kun Iam Tong da Taipa.
  4. Rua do Cunha.
  5. Igreja Nossa Senhora do Carmo.
  6. Casa Museu da Taipa.
  7. Templo de Pak Tai.

COLOANE:

  1. Largo do Presidente Antonio Ramalho Eanes.
  2. Templo antigo de Kun Iam em Coloane.
  3. Capela de São Francisco de Xavier.
  4. Templo de Tam Kong de Coloane.
  5. Templo de Tin Hau de Coloane.
  6. Cais de Coloane.

É isso aí !!! Zài Jiàn.

Krabi na Tailândia

Conforme contei no post sobre o Ano Novo Chinês, essa é uma época em que a cidade para, tudo fecha e as pessoas daqui migram para as suas províncias natal, para passar esse período de festividade com suas famílias; então resolvemos conhecer outro país aqui perto e de preferência fugir do inverno de Shanghai.

Nossa ideia era ir para Tailândia e conversando com algumas pessoas daqui a dica foi Krabi, pois além de mais charmosa é mais tranquila que Phuket.

A voo daqui de Shanghai leva 5 horas. Para nós brasileiros, o custo maior viajando do Brasil, fica por conta das passagens aéreas, pois chegando aqui, tudo é bem barato.

A moeda da Tailândia é o Baht e a conversão hoje (Jan/2017) é de 1 Real para 11,25 Baht, ou seja, para facilitar, divide o valor que eles cobram por 10. Vou dar algumas ideias de valores logo abaixo.

A chegada no aeroporto de Krabi, é uma bagunça, não há orientação de nada, nos informaram que precisávamos de um visto de entrada concedido no próprio aeroporto, depois de muitas idas e vindas, pega passaporte, guarda passaporte, “mostra pro mocinho dali”, “leva pra salinha dali”, informaram que Brasileiros não precisam de visto para entrar na Tailândia.

Muito bem, saímos dessa fila e entramos na fila da migração, aí é outra piada, pois os chineses, vão furando a fila, e não adianta brigar, pois eles furam mesmo e furam de turma!

O mais engraçado aqui na Ásia é que quando um novo guichê de atendimento é aberto, uma multidão sai correndo para entrar nesse novo guichê, não seguem a sequência do próximo da fila.

Depois de quase 2 horas na migração, o carimbo foi colocado no passaporte e entramos em Krabi.

Apesar da desorganização os tailandeses são “quite friendly”, todos falam um inglês básico e são muito hospitaleiros, me lembrou demais o Brasil, um povo alegre, gentil, muito amigável, porém pobre, com pouca infraestrutura.

Mas vamos ao que interessa !!!!

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Krabi é uma província situada no sudeste da Tailândia, na costa do mar Andaman, sua principal cidade é Krabi Town, fica a aproximadamente 820 km de Bangkok.

Possui várias praias, mas a mais famosa é Ao Nang, onde vários restaurantes, lojinhas e casas de massagens (Tai massage!!) estão distribuidas em toda a sua orla, de um lado, a 5 minutos de caminhada, fica a praia de Nopparat Thara, onde ficamos hospedados, um pouco mais tranquila que Ao Nang, e muito charmosa também. Outra praia muito estilosa é Railay Bay, rodeada por paredões rochosos, é considerada um dos melhores destinos do mundo para escaladas, por isso só se chega por via marítima, 5 minutos de barco taxi de Ao Nang até Railay Bay.

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Passarela entre Nopparat Thara e Ao Nang
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Calçadão em Ao Nang

 

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Indo para Railay de Ao Nang

 

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Railay Bay

 

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Praia de Railay

Mas o que atrai os turistas é o incrível arquipélago com mais de 130 ilhas de tirar o fôlego, a natureza foi incrivelmente generosa e poderosa nessa região, areias brancas, mar turquesa e transparente !

Para circular por Krabi é muito fácil, você tem como opção:

  • Taxi (entenda como uma caminhonete, aberta,toda iluminada, com luz colorida piscando dentro).
  • Tuk tuk (esses mais modernos), eles colocam até 6 pessoas dentro dele, pelo mesmo preço 50 Baht.
  • Moto para alugar, 250 Baht por 24 horas, não precisa usar capacete (lembra os velhos tempos de Brasil), nem carteira de motorista, é só deixar o passaporte, a única atenção é que na Tailândia a mão é invertida, como em Londres, então na rotatória tem que tomar cuidado !!!
  • E o velho e bom on Foot. A piedi che ti fa bene !!

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Quais são as principais ilhas e pontos turíticos:

  • Ko Phi Phi (falo abaixo).
  • Viking Cave (falo abaixo).
  • Pileh Bay.
  • Loh Samah Bay (falo abaixo).
  • Maya Bay (falo abaixo).
  • Bamboo Island (falo abaixo).
  • Tub Island.
  • Chicken Island.
  • Poda Island.
  • Hong Island´s Lagoon (falo abaixo).
  • Pakbia Island (falo abaixo).
  • Landing Island.
  • Hong island´s bay (falo abaixo).
  • Pranang Cave.
  • Elephant Trekking (falo abaixo).
  • Tiger cave Temple (falo abaixo).
  • Hong Island Tour:

É imperdível! Vale muito a pena. É um tour de dia inteiro, em speed boat, com almoço (simples) incluído. Valor 1.200 Baht por adultos.

Lugares inclusos:

Pakbia Island – Maravilhosa, a geografia aqui dá um banho de beleza. É uma parada de 40 minutos, mas dá para tirar fotos e dar um mergulho.

 

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Hong Island´s Lagoon – De cair o queixo! É toda rodeada por falésias de calcário. Após às 17 horas a água do mar recua e esvazia a lagoa.

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  • Hong Island´s Bay –

    Se você for de Long Boat ou Speed Boat, como nós fomos, terá duas horas inteirinhas para curtir essa ilha. Aproveite tudo: tome banho de mar, de sol, tire fotos incríveis e também tire um tempo para relaxar e admirar esse pedacinho de paraíso do mundo. É uma unidade de preservação e não tem moradores. O mais incrível é que aqui há um pequeno memorial para as 25 pessoas que morreram no Tsunami que aconteceu em 2004, depois disso, todas as ilhas possuem indicação de rota de fuga em caso de Tsunami, sirenes de alerta e uma parte do que se paga desses passeios vai para um seguro em caso de resgate, hospitais, etc.

 

 

 

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Phi Phi Island Tour:

É um tour de dia inteiro, com almoço (simples) incluído. Valor 1.800 Baht por adultos. O Almoço é servido em Phi Phi, mas minha dica é chegando lá vá almoçar em um restaurante a beira mar, é muito mais gostoso !!

Lugares inclusos:

  • Bamboo Island – Maravilhosa, areia branca, mata virgem, corais e fotos incríveis. É uma área de preservação.

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  • Viking Cave – Essa caverna é habitada por pássaros que produzem ninhos que são colhidos para fazer sopa, esses ninhos são vendidos a preço de ouro e dizem que a sopa faz bem para praticamente tudo. Pinturas antigas únicas aparecem nas paredes da caverna. Algumas imagens parecem navio Viking. É a origem do nome da caverna. Atualmente, os turistas raramente visitam.

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  • Loh Samah Bay – Maravilhosa para mergulhar, parece que você está dentro de um aquário. Corais, Ouriços, peixes super diferentes.

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  • Maya Bay – Foi nessa ilha que foi filmado o filme A Praia com Leonardo de Caprio.

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Ko Phi Phi – É a mais famosa e muita pessoas preferem ficar alguns dias nessa ilha. É super agitada, muita moçada, lojinhas, restaurantes a beira mar e a noite rola muita música eletrônica e show pirotécnico nos bares na areia de Ao Dalam.

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  • Elephant Trekking:

Por incrível que possa parecer, alguns tailandeses, tem elefantes domesticados como um membro da família, cuidam e treinam esses animais desde pequeno.

O Huay Tho Waterfall é um parque administrado pelo Asian Elephant Foundation of Thailand, que integra os elefantes com a população local que domesticam esses animais.

Vale a pena pelo passeio de 1 hora em cima desses animais lindos e com um olhar doce e também pelo sentimento de amizade que os moradores locais tem pelos seus elefantes.

O Baby Elephant Show e Elephant Bath são dispensáveis.

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  • Tiger cave Temple:

É um templo budista, muito bonito. As principais celebrações ocorrem na caverna, onde a história conta que morou o último tigre da Tailândia.

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O mais legal desse passeio é subir os 1.237 degraus até o topo da montanha, onde há um famoso Templo de meditação e a vista é maravilhosa. Vale muito a pena conhecer !!!

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Dicas:

– Para subir leve água, pois a subida é punk !!!

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Juro tive que tomar Nisulid no dia seguinte !!!

– Vá de tênis esportivo e leve uma saída de praia para colocar por cima do short ou saia curta, pois é um templo e mulheres não podem expor pernas nem braços.

 

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– Fomos de moto, não é difícil chegar, pegue um mapa da região em qualquer centro turístico, não paga nada para entrar no templo.

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Krabi possui vários restaurantes para todos os bolsos, mas em geral, mesmo os mais sofisticados como o Jenna`s Bistro (super indico), não são caros.

Alguns são bem engraçados !!!!

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As lojinhas possuem muitos artesanatos locais e o mais legal para quem curte decoração de casa como eu é achar almofadas Tailandesas Lindas! Lindas! por R$ 20,00 cada. Uma loucura !!!

 

Foi uma viagem maravilhosa, um lugar onde a Natureza te impressiona pela força. Valeu muito a pena !!!

 

Beijos e até a próxima dica de lugares.